Sarcopenia e perda de qualidade de vida

Sarcopenia e perda de qualidade de vida
30/11/2018

Caracterizada pelas perdas de massa, força e desempenho da musculatura esquelética, a sarcopenia ocorre especialmente em idosos e está geralmente associada a doenças ou estilo de vida inadequado. De acordo com a Política Nacional de Saúde da Pessoa Idosa (PNSPI), o principal problema que pode afetar os idosos é a perda de funcionalidade. Essa perda pode acontecer pela maior probabilidade de se expor a doenças crônicas não transmissíveis, como a sarcopenia.

O declínio funcional no idoso pode comprometer a capacidade de realizar atividades do dia a dia. Essas atividades incluem o autocuidado – como tomar banho, vestir-se, ir ao banheiro e alimentar-se –, a mobilidade e outras que levam em conta a vida em comunidade – entre as quais a limpeza da casa, o preparo da comida, o uso do telefone –, assim como a administração financeira (Giacomin et al., 2008).

Evitar o consumo de álcool e o tabagismo, praticar exercícios físicos e adotar uma alimentação adequada para a idade são ações que auxiliam na prevenção da sarcopenia, pois impedem que os músculos sejam metabolizados e utilizados como fonte de energia. Um aspecto interessante é que idosos necessitam de mais proteínas por quilo de peso do que jovens adultos. Assim, o aumento da ingestão de proteínas e aminoácidos ou o uso de suplementos adicionais – utilizados quando a ingestão mínima recomendada não é atingida com a alimentação –, combinados a exercícios de resistência, mostraram-se efetivos para ganho de massa muscular, resistência e capacidade física em idosos sarcopênicos. Dessa forma, pode-se prevenir ou até mesmo combater o desenvolvimento da sarcopenia e suas consequências, como a perda da independência funcional que acomete especialmente indivíduos idosos.

 

Referências bibliográficas

  1. Brasil. Ministério da Saúde. Gabinete do Ministro. Portaria no 2.528, de 19 de outubro de 2006. Aprova a Política Nacional de Saúde da Pessoa Idosa. Diário Oficial da União, Brasília, DF, 20 out. 2006; Seção 1:142-5. Disponível em: https://www.jusbrasil.com.br/diarios/738747/pg-142-secao-1-diario-oficial-da-uniao-dou-de-20-10-2006. Acesso em: 10 nov. 2018.
  2. Deutz NE, Bauer JM, Barazzoni R, et al. Protein intake and exercise for optimal muscle function with aging: recommendations from the ESPEN Expert Group. Clin Nutr. 2014 Dec;33(6):929-36.
  3. Giacomin KC, Peixoto SV, Uchoa E, Lima-Costa MF. Estudo de base populacional dos fatores associados à incapacidade funcional entre idosos na Região Metropolitana de Belo Horizonte, Minas Gerais, Brasil. Cad Saúde Pública. 2008 Jun;24(6):1260-70. Disponível em: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0102-311X2008000600007&lng=en&nrm=iso&tlng=en. Acesso em: 10 nov. 2018.
  4. Zdzieblik D, Oesser S, Baumstark MW, et al. Collagen peptide supplementation in combination with resistance training improves body composition and increases muscle strength in elderly sarcopenic men: a randomised controlled trial. Br J Nutr. 2015 Oct 28;114(8):1237-45.
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