Quais habilidades devemos desenvolver além dos conhecimentos técnico-científicos?

Quais habilidades devemos desenvolver além dos conhecimentos técnico-científicos?
18/05/2021

 

 

Um estudo realizado em 2018 pelo McKinsey Global Institute, empresa norte-americana líder mundial no mercado de consultoria empresarial, aponta que para crescer no mercado do futuro é necessário o desenvolvimento de habilidades que ainda não são muito trabalhadas.

“Em 2030, 14% das atividades manuais serão reduzidas, enquanto habilidades tecnológicas deverão crescer 55%” – McKinsey Global Institute

Como exemplo, temos a adoção da automação e da inteligência artificial (IA). Essas tecnologias já estão transformando os espaços de trabalho e trazendo benefícios, como maior produtividade e melhora na performance, porém esses recursos são benéficos apenas quando o profissional sabe utilizá-los da maneira correta.

Vale ressaltar que o conhecimento tecnológico não é a única “habilidade do futuro” a ser desenvolvida pelos profissionais de saúde. Conhecimentos sobre gestão e inteligência emocional também são cada vez mais essenciais para esses profissionais, sejam eles já experientes na profissão, sejam recém-formados. Entenda um pouco mais sobre cada uma dessas habilidades a seguir.

 

 

CONHECIMENTO EM INOVAÇÕES TECNOLÓGICAS 

Hoje  é impossível imaginar a realidade da saúde sem a presença de computadores, celulares ou internet. Alcançamos diversos avanços, como o desenvolvimento de novos métodos de diagnóstico e tratamento, as cirurgias direcionadas por sistemas ópticos e técnicas de robótica, a telemedicina, entre muitos outros procedimentos que ganharam novas versões.

Obter conhecimento sobre como essas inovações funcionam pode fazer com que o profissional fique na frente. Isso não quer dizer que seja necessário aprender a dominar conceitos de programação. A ideia é que os profissionais de saúde do futuro estejam totalmente conectados aos novos canais de comunicação e aos serviços automatizados que fazem parte de sua rotina de trabalho.

À medida que os profissionais se veem diante da necessidade de dominar ferramentas, como ocorre no universo da telemedicina, por exemplo, também é essencial fazer igual avanço em outros campos, como o da bioética. Isso porque tal evolução precisa ser acompanhada pela garantia da qualidade da relação entre profissional de saúde e paciente, numa perspectiva humanizada.

 

INTELIGÊNCIA EMOCIONAL 

Habilidades como empatia e boa comunicação são diferenciais para mitigar erros e melhorar a qualidade do atendimento.

Mas o que de fato significa ter empatia? Em nosso caso, significa desenvolver um atendimento que vise a experiência do outro e gere uma sensibilização que leve à formação de mecanismos cognitivosafetivos e comportamentais. A partir dessa explicação, é possível enxergar melhor por que a empatia é tão importante

na saúde, não só para o paciente como também para o profissional da área.

A capacidade de reconhecer e avaliar os próprios sentimentos e os dos

outros, assim como a de lidar com essas emoções, permite maior profundidade das relações com os pacientes e pode aumentar a satisfação, a fidelização, a confiança e a segurança deles, o que resulta na redução dos sentimentos de angústia, depressão e ansiedade nesses indivíduos e, sobretudo, no próprio profissional, que passa a perceber que conseguiu realizar um bom trabalho e tem um importante e motivador retorno pessoal.

 

HABILIDADES COGNITIVAS 

Memória, atenção, foco, planejamento e agilidade no pensamento e na tomada de decisões são exemplos de habilidades cognitivas que podem ser trabalhadas a qualquer momento. Essas já constituem características importantes, mas no futuro serão habilidades básicas para o profissional se manter produtivo em um mundo cheio de estímulos e informações. A capacidade de resolução de problemas complexos e o pensamento crítico também serão fundamentais.  
 
Aplicativos de desafios mentais e meditação são dois ótimos exemplos de como trabalhar as habilidades cognitivas. 

 

GESTÃO 

O conhecimento em gestão não serve apenas para comandar um serviço. O profissional de saúde que entende do assunto está apto a tomar decisões mais eficientes e menos nocivas tanto para o paciente como para a instituição em que atua.

Mas o diferencial do profissional do futuro não consiste apenas em saber como gerenciar uma clínica, um consultório ou uma unidade de serviço. Uma das habilidades mais requeridas será a gestão de pessoas, seja você um profissional de saúde que trabalhe diretamente com a administração de um estabelecimento, seja um que atue exclusivamente com atendimento e procedimentos.

É preciso saber como manter a equipe motivada a dar sempre o melhor para que isso promova resultados ainda melhores e aumente seu número de pacientes fidelizados. Para isso, é válido se entrosar mais com alguns conceitos e práticas de liderança carismática, espírito de equipe, engajamento e motivação de pessoal.

 

 

Apesar das constantes inovações e da necessidade de entendimento da aplicação de todas essas tecnologias, nenhuma jamais substituirá as relações humanas e tudo o que elas constroem para o atendimento ao paciente. Por isso, engana-se quem pensa que a maior inclusão da tecnologia na saúde significa redução na humanização da profissão.  


 
Por isso vale a reflexão: quais outras habilidades você julga fundamentais para a medicina do futuro? 
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