Ômega-3 pode ajudar a combater a ansiedade

Ômega-3 pode ajudar a combater a ansiedade
18/10/2019

Ansiedade é um sentimento vago e desagradável de medo e apreensão, caracterizado por tensão ou desconforto derivados de antecipação de perigo, de algo desconhecido ou estranho. Além de tratamento com psicoterapia e medicamentos, pesquisas têm concluído que o consumo de alimentos ricos em ácidos graxos poli-insaturados (AGPIs) da família ômega-3 ou sua suplementação podem ajudar a combater a doença.

Um estudo realizado no Instituto Psiquiátrico do Estado de Nova York, nos Estados Unidos, concluiu que os níveis de AGPIs da família ômega-3 têm relação com a presença e a gravidade do transtorno de ansiedade. Quanto mais baixos os níveis de ácido docosa-hexaenoico (DHA) e ácido eicosapentaenoico (EPA) no organismo, mais intensa tende a ser a doença.

As descobertas dos efeitos dos AGPIs da família ômega-3 sobre a ansiedade também vêm se consolidando por meio de estudos maiores. Uma análise realizada em centros de pesquisas chineses e publicada no periódico JAMA Network Open reuniu dados de 19 artigos sobre o assunto e observou o efeito positivo dos AGPIs da família ômega-3 DHA e EPA. A suplementação de ômega-3 ajudou a reduzir os sintomas da ansiedade clínica. 

Nosso país ocupa o topo do ranking mundial de ansiosos e por aqui também foram realizadas pesquisas sobre a relação entre o consumo de AGPIs da família ômega-3 e a ansiedade. A nutricionista Lara Natacci, em sua tese de doutorado defendida na Universidade de São Paulo (USP), analisou dados do Estudo Longitudinal de Saúde do Adulto (ELSA-Brasil) e concluiu que os maiores consumidores de AGPIs da família ômega-3 apresentaram menor risco de sofrer ansiedade, em comparação às pessoas com baixa ingestão desses ácidos graxos. 

Portanto, consumir alimentos ricos em AGPIs da família ômega-3, como sardinha, salmão, cavala, linhaça, chia e óleo de canola, além de suplementos de fontes mais puras, como o óleo de krill,  parece ser importante para minimizar a possibilidade de aparecimento e até mesmo minimizar os sintomas da ansiedade.

Fontes: 

1. Allen AJ, Leonard H, Swedo SE. Current knowledge of medications for the treatment of childhood anxiety disorders. J Am Acad Child Adolesc Psychiatry. 1995 Aug;34(8):976-86.

2. Swedo SE, Leonard HL, Allen AJ. New developments in childhood affective and anxiety disorders. Curr Probl Pediatr. 1994 Jan;24(1):12-38.

3. Liu JJ, Galfalvy HC, Cooper TB, et al. Omega-3 polyunsaturated fatty acid (PUFA) status in major depressive disorder with comorbid anxiety disorders. J Clin Psychiatry. 2013 Jul;74(7):732-8. Disponível em: https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC3905735/. Acesso em: 10 ago. 2019.

4. Su KP, Tseng PT, Lin PY, et al. Association of use of omega-3 polyunsaturated fatty acids with changes in severity of anxiety symptoms: a systematic review and meta-analysis. JAMA Netw Open. 2018 Sep 7;1(5):e182327. Disponível em: https://jamanetwork.com/journals/jamanetworkopen/fullarticle/2702216. Acesso em: 10 ago. 2019.

5. Natacci LC. Associação entre consumo de ácidos graxos ômega-3 e transtorno de ansiedade: análise transversal do Estudo Longitudinal de Saúde do Adulto (ELSA-Brasil) [tese]. São Paulo, SP: Universidade de São Paulo, Faculdade de Medicina; 2018. Disponível em: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5169/tde-23102018-101131/pt-br.php. Acesso em: 10 ago. 2019.

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